Reflita sobre o rumo da sua empresa!

Por Adalberto Andrade

Em momentos conturbadores como este que estamos vivendo, as empresas ficam mais vulneráveis, pois o ambiente na qual elas estão inseridas sofre mudanças rápidas e adversas, influenciando de forma negativa, tanto pelos fatores externos como a pandemia, economia, política e concorrência, quanto pelos eventos inesperados, como a perda de fidelidade dos clientes, custo operacional mais alto, entre outros.

Mas a verdade é uma só, empresas acomodadas tendem a sofrer mais em épocas difíceis, pois estão acostumadas com faturamento linear, estabilidade dos fornecedores, conformadas com colaboradores medianos e em alguns casos colocando os clientes como terceira, quarta ou até quinta prioridade.

Alguns pontos que mapeei nestes anos de experiência à frente de muitas empresas, me fez pensar em como identificar aquelas que tendem a sobreviver a crises e ter maior força de arranque quando a turbulência passar e aquelas que tendem a desaparecer rapidamente até em cenários favoráveis.

Sérgio Zaccarelli, em uma obra chamada Ecologia de Empresas, faz uma comparação da Ecologia Biológica com a Ecologia de Empresa. Ele definiu:

“Tanto os organismos como as empresas apresentam características de nascer, viver e morrer, ou, em termos empresariais, são fundadas, operam e fecham, embora o tempo de vida das empresas seja extremamente variável, o que não tem menor importância”

Com base nessa teoria e com o desempenho das empresas brasileiras, podemos dizer que algumas estão entrando em extinção e, para melhor identifica-las traçamos um perfil. O Ciclo de vida passa ser curto para empresas como estas abaixo mencionadas.

Entrarão em extinção aquelas que:

·         Não realizam planejamentos de curto e longo prazos;

·         Não medem o desempenho constantemente, como rentabilidade, crescimento patrimonial, produtividade, desenvolvimento humano, posicionamento de mercado e comparação com o mercado concorrente;

·         Desprezam sistema de informação, portanto, não conseguem tomar decisões acertadas;

·         Acreditam que controles e processos atrasam a produtividade;

·         Não possuem critério de investimentos, principalmente em estoque;

·         Não investem em gestão, somente nos recursos materiais;

·         Desenvolvem pessoas para serem empregados e não empreendedores para a própria empresa;

·         Investem baixo ou quase nada em marketing e não identificam claramente qual é seu o público alvo;

·         Não conhece a proporção custo fixo x custo variável da empresa, dificultando uma gestão Lean (Enxuta);

·         Remuneram os sócios mais do que a empresa, onde a lógica seria captar recursos, evitar a escassez, alocar racionalmente os recursos e por último remunerar os investidores. Lembro ainda que a remuneração dos sócios é o retorno do valor que o mesmo investiu na empresa, ou seja, se a empresa foi bem os sócios poderão retirar e se a empresa foi mal, o pagamento dos dividendos não deveria acontecer.

·         Retiram pró-labore maior que a empresa suporta;

·          Não inovam, nem nos produtos, nem nas pessoas e nem nos processos.

ADALBERTO ANDRADE: Administrador de Empresas e Contador, MBA em Administração, Finanças e Negócios pela ESAB, BALANCED SCORECARD pela Fundação Getúlio Vargas, MBA em Gestão de Projetos Inovadores pela USP/FUNDACE, Business Administration pela BournvilleCollege na Inglaterra, membro da missão internacional da FGV para NRF, New York 2013, articulista do site administradores.com.br e revista Mapfre Negócios, Professor do CENTRO PAULA SOUZA – ESTADO DE SP, Ex Professor Universitário, consultor diretor da Cash Consultores Associados e Solux Sistema ERP em Nuvem e Conselheiro da Associação Comercial e Empresarial de Orlândia. www.cashconsultores.com.br

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